Por séculos, a beleza tem sido
um assunto importante, especialmente para as mulheres. Pode até não parecer,
mas antigamente, quando o propósito na vida de uma garota era casar, procriar e
cuidar da casa, a beleza era a principal artimanha para conseguirem o queriam.
É claro que o padrão era muito diferente, mas isso não quer dizer que elas não
se cuidavam tanto quanto as pessoas se cuidam hoje em dia, não é?
Mas, se
você acha que essa preocupação se concentra nas mulheres, está muito enganado.
Não é à toa que o termo “metrossexual” foi criado. Os homens estão cada vez
mais interessados em sua aparência, cuidando dos cabelos, unhas e até se
depilando. A diferença é que eles têm, na maioria das vezes, um jeito muito
mais saudável de alcançarem o tão almejando “corpo perfeito”. O que não
significa, é claro, que eles não estejam sempre procurando um jeitinho de
acelerar o processo.
Quando você olha revistas,
sites da internet e filmes, o padrão de beleza que vemos é praticamente o
seguinte: meninas bem magras, com cabelos
lisos ou perfeitamente ondulados, extremamente impecáveis. Mas
você acredita que, algum tempo atrás, isso seria considerado feiúra?
Voltando uns dois milênios, diretamente para a Grécia Antiga, vemos representações de Deusas de um jeito completamente diferente de como a desenharíamos atualmente. Elas são sempre cheinhas, com muitas curvas — não um esqueleto humano. Mas não é preciso voltar tanto tempo assim. Até uns 30 anos atrás, esse tipo de beleza ainda era o mais sonhado pelas seguidoras da moda. Nos anos 40, 50 e 60, por exemplo, você encontrava ícones de beleza como Brigitte Bardot e Marilyn Monroe, mesmo que mulheres como Audrey Hepburn, já estivessem ganhando espaço.
Voltando uns dois milênios, diretamente para a Grécia Antiga, vemos representações de Deusas de um jeito completamente diferente de como a desenharíamos atualmente. Elas são sempre cheinhas, com muitas curvas — não um esqueleto humano. Mas não é preciso voltar tanto tempo assim. Até uns 30 anos atrás, esse tipo de beleza ainda era o mais sonhado pelas seguidoras da moda. Nos anos 40, 50 e 60, por exemplo, você encontrava ícones de beleza como Brigitte Bardot e Marilyn Monroe, mesmo que mulheres como Audrey Hepburn, já estivessem ganhando espaço.
Esse tipo de beleza se devia ao
fato de que a gordura simbolizava nobreza. “Como assim, Karol?!” Como naquela
época, o açúcar era um produto da elite, o consumo do mesmo e,
consequentemente, o corpo de quem o consumia já mostrava à que classe a pessoa
pertencia.
Hoje em
dia, esse padrão não é mais o mesmo. A gordura se tornou algo a ser
abominado para quem procura estar “em forma”. O problema mesmo
não é esse. Afinal, qual o problema com mudanças nos padrões? Ainda mais depois
de tantos séculos. O perigo está na importância à qual a beleza foi elevada,
chegando a um momento em que ela é basicamente tudo o que importa.
Não estou tentando generalizar, é claro. Cada
pessoa tem seu próprio gosto e opinião. Mas a verdade é que quando olhamos
para uma pessoa a primeira coisa que notamos é se ela é bonita ou não. Se ela
é, nos sentimos atraídos. Se não, passamos a conhecer para saber se ela é legal
e nos tornarmos amigos. É muito raro alguém ficar com outra pessoa, sem
compromisso, por outra característica que não a beleza.
O mais triste de tudo é ver esses valores sendo ensinados aos
jovens, que crescem assistindo TV e vendo modelos magérrimas, com cabelos
perfeitos e tanta maquiagem que parecem usar Photoshop ao vivo. E, então,
aquelas propagandas. Propagandas perfeitamente
programadas para fazer você acreditar que precisa de tudo que não precisa de
verdade.
Não me
entendam mal. Se cuidar é ótimo. A vaidade, às vezes, levanta a auto-estima e
te deixa muito mais confiante. O problema mesmo é quando você faz de tudo para
alcançar essa falsa perfeição. Até mesmo, se autodestruir.
Hoje em dia, as pessoas não
somente desejam ser bonitas, elas caçam isso e fazem tudo para alcançar esse
sonho. Tornou-se algo pior do que uma doença, é uma obsessão.
As mulheres são as mais afetadas, mas isso não quer dizer que os
homens não sejam também. Eles compõem 10% do número de pessoas que têm algum
distúrbio alimentar. Esses
transtornos são problemas gravíssimos que levam à morte até mesmo aqueles que
procuram tratamento.
Distúrbios
alimentares como a anorexia, bulimia e o transtorno do comer compulsivo são os
mais comuns e conhecidos, mas há também a vigorexia (que afeta principalmente
os homens, na busca de um corpo musculoso) e a diabulimia (que acontece somente
com diabéticos), por exemplo. Além disso, todos esses transtornos acabam
levando a pessoa à depressão, um estado de baixo humor que afeta toda a vida da
pessoa: sentimentos, ações, pensamentos.
A
procura pela beleza, em vez de ser um modo de elevar a auto-estima, acabou
virando um jeito de morrer mais jovem e rápido. As pessoas não ligam para o
tempo, elas só querem estar bonitas. Mas será que beleza realmente é tudo?
Você acha que essas pessoas, que morreram tão novas, estavam felizes com o que
acontecia com elas? Com todas as incapacidades físicas, com a depressão, o
afastamento dos amigos, a impossibilidade de sair, se divertir, comer
besteira…?
Ninguém quer acabar a vida
desse jeito. Por isso, pense duas vezes antes de cometer uma besteira como
desenvolver um transtorno alimentar. Você não precisa ser magra, para ser
bonita. Mas se você quer ser, existem modos benéficos de alcançar isso. Coma
frutas, saladas, e coisas que façam bem, dance, jogue futebol, vá à academia,
faça algo que lhe agrade e lhe dará o que você quer. Além de emagrecer na
medida certa, você está se impedindo do sedentarismo e mantendo seu corpo
saudável.
E se
você conhecer alguém que pareça estar indo por esse caminho: ajude. Não há
coisa pior do que solidão em um momento tão complicado. Esteja lá e incentive a
melhora. Mas não force a barra. Procure os responsáveis ou familiares da pessoa
e eles saberão o que fazer.
Beleza não é tudo, e afinal, quem definiu
esse conceito de Beleza? quem disse que preciso ser magérrima, ter pernas
torneadas, bumbum empinado pra ser bonita? Quem foi mesmo que disse isso?
Não deixe que te digam que é
feia porque você não segue padrões tão ridículos, cada um tem sua beleza, cada
um é um só, e tem uma beleza peculiar, que não se acha em nenhuma outra pessoa,
e isso é o mais legal de não seguir padrões.
Não se destrua
em busca da perfeição. Perfeição mesmo é ser feliz do jeito que você é, vivendo
tudo o que tem que viver, tendo tempo para realizar os seus maiores sonhos e se
tornar alguém que você nunca imaginou que seria.
Pretty Hurt (A beleza machuca)- Beyoncé
Com amor,
Karol.

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